No dia 14 de agosto, segunda-feira, foi realizada uma audiência pública para tratar das condições de trabalho dos servidores do Sistema Socioeducativo.
Este foi um momento ímpar e oportuno, no qual os servidores puderam expor as problemáticas as quais se deparam durante o trabalho e no desenvolvimento das políticas de ressocialização dos jovens em cumprimento de medidas socioeducativas na capital federal.
A audiência pública foi aberta e dada a palavra para os servidores inscritos. Tivemos o cuidado de convidar servidores de todas as medidas para se pronunciarem. De forma inédita o SINDSSE conseguiu fazer com que todo o sistema socioeducativo fosse representado, garantindo que os cargos (Técnicos, especialistas e agentes socioeducativos) que compõe a carreira, bem como representantes de cada medida (UAMA, Semiliberdade e Internação) tivessem a oportunidade de se pronunciarem no plenário da CLDF.
As principais demandas elencadas pelos servidores foram:
-Insalubridade (Doenças infectocontagiosas)
-Falta de um plano de prevenção de doenças para os servidores
-Falta de material de higiene
-Falta de mobiliário
-Falta de efetivo (recursos humanos)
-Falta de equipamentos de EPI
-Possível mudança de escala de trabalho que venha a prejudicar a saúde dos servidores socioeducativos.
-Nomeação dos aprovados.
-Falta de Segurança interna e externa.
-Falta de política pública para ressocialização.
Agentes de unidades de internação alertaram que, em casos de rebelião ou motim, não há condições de segurança para atuarem e intervir nesse momento de gerenciamento de crise. Apontaram, ainda, não haver equipamentos básicos, como coletes balísticos e carteiras de identificação, tampouco veículos adequados para os agentes que realizam as escoltas dos jovens em cumprimento de medida socioeducativa.
Para o servidor Marcos Lopes, que trabalha há um ano na unidade em meio aberto de Ceilândia, onde há mais de 800 jovens e somente 36 servidores para esta grande demanda, é necessário reforçar o efetivo neste regime. De acordo com Lopes, deve haver investimentos para que as pessoas em situação de primeira infração não venham a cometer mais crimes
O servidor Gustavo Monteiro afirma que, desde 2015, as oficinas profissionalizantes, que até então apresentavam resultados positivos, foram fechadas. Segundo Monteiro, que é secretário-geral do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa do DF (SINDSSE-DF), “desde 2015 ocorre um sucateamento nas unidades, com superlotação e atendimento precário”.
Agradecemos ao nobre Deputado Wellington Luiz pela propositura desta audiência. Agradecemos a categoria a comissão de aprovados e a todos pela apoio e comparecimento.
Fiquemos alertas as próximas convocações e atentos aos encaminhamentos.
Demais informações passaremos posteriormente a categoria.
“União é Força”
“Juntos somos mais fortes”
“SindSSEDF na luta pelo servidor ”
“Quem não é visto, não é lembrado”
Filiação online: https://www.sindssedf.org.br/cadastro-de-filiado
Veja aqui a noticia da CLDF.
https://www.cl.df.gov.br/ultimas-noticias/-/asset_publisher/IT0h/content/id/18621685


