O SINDSSE/DF vem a público alertar a sociedade, os órgãos de garantias de direitos e a comunidade socioeducativa que as doenças infectocontagiosas como a caxumba, doenças de pele como escabiose, mais conhecida como sarna, que se alastraram no sistema penitenciário, também chegaram ao Sistema Socioeducativo do Distrito Federal.
Estas enfermidades são altamente contagiosas e vários jovens em cumprimento de medida socioeducativo tem reclamado de muita coceira, bolhas e feridas na pele que não saram.
Convivemos com a superlotação em várias unidades de internação e semiliberdade. Conforme especialistas da área de saúde, uma das principais causas dessas doenças é o aglomerado de pessoas sem condições adequadas de higiene e salubridade. Um Agente Socioeducativo também contraiu caxumba e se encontra de licença médica.
Além da superlotação, a falta de servidores potencializa mais ainda a situação crítica do socioeducativo. Com um concurso público já homologado, o governo alega dificuldades de nomear por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Devido ao sucateamento do Sistema Socioeducativo, em 2012, o Ministério Público impetrou uma ação civil pública para que o GDF realizasse concurso público e construísse novas unidades. Poucas unidades foram construídas e temos uma unidade de Brazlândia, por exemplo, que deveria ter sido inaugurada em 2014, entretanto, não há efetivo de servidores para que isso aconteça.
Além disso, o GDF retirou o adicionou de insalubridade que os servidores recebiam e que agora o Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa pleiteiam judicialmente com uma decisão favorável em primeira instancia pela implementação em seu grau máximo.
Para o SINDSSE/DF é urgente que se implemente uma política de saúde para o servidor socioeducativo, a se iniciar por vacinação em local de trabalho, bem como, haja uma imediata e rigorosa ação de desinfecção dos ambientes já afetados.
O SINDSSE-DF se coloca à disposição dos servidores, principalmente os que forem infectados e orienta para que sejam tomadas todas as precauções como a utilização de equipamentos de proteção individual – EPI´s.
https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/infeccoes-de-pele-atingem-meninas-em-semiliberdade-no-guara-no-df.ghtml
